Ela ri, ela chora e ela vive. Quase nunca notada; sempre notando. Melhor assim, o seu lugar ao sol está guardado.
domingo, 8 de agosto de 2010
Visão do alto
As vezes, quando meus pés estão leves, eu sinto que posso alcançar as nuvens. Dou impulso e salto além do permitido pela lógica e pela ciência, e vejo tudo de cima.
Vejo as meninas descalças pulando corda, dois cachorros latindo de medo dos fogos e rojões, e vejo você. Tão longe, mas acenando pra mim. Com aquele seu sorriso radiante que se destaca no meio de tantos que já presenciei.
Seus olhos azuis tiram toda a beleza de todo o resto. Nada brilha mais que seu olhar e por um minuto, sinto inveja do vento que balança seus cabelos.
Sorrio de volta, um pouco tímida. Mando um beijo pro ar, e você finge pega-lo e coloca-o encima do coração. Dá pra ver que você disse "eu te amo" pelo movimento dos seus lábios maravilhosos.
Não quero mais vê-lo daqui de cima. Desço lentamente na sua direção, e você me segura em seus braços, colocando-me no chão em seguida.
- Senti sua falta - você disse.
- É a última vez que nos separamos - eu prometo antes de selar nossos lábios e saber que esse é o nosso começo.
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