Ela ri, ela chora e ela vive. Quase nunca notada; sempre notando. Melhor assim, o seu lugar ao sol está guardado.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Se foi com o vento.
Eu posso dizer pra mim mesma e pra quem quiser ouvir, que eu estou bem assim. Que o certo foi o fim de algo que parecia ser eterno. Mas quando a noite chega, eu me pego pensando nas madrugadas que passamos falando sobre coisas que só fariam sentido pra nós.
Das risadas que eu abafava no travesseiro, pra não soarem alto o suficiente pra acordar meus pais, das promessas que, naquela época, faziam todo o sentido do mundo. Mas, um dia, tudo começou a se tornar diferente. Algo tinha mudado, e eu não sabia se era eu.
Então eu me forcei a fechar os olhos pra mudança, e coloquei em minha cabeça que eu estava imaginando coisas; afinal, nossa história era perfeita. E era? Será que nosso maior erro foi a tal perfeição? Será que o excesso de amor estragou tudo? Será que fui eu?
Mordo o lábio ao pensar nas possibilidades e suspiro fundo ao saber que toda vez que eu pensar em te chamar de "meu amor", algo vai soar diferente. Cada vez que eu te chamar de "bebê", vou sentir uma pontada estranha dentro de mim e eu não queria sentir isso.
Só queria fugir pra qualquer lugar, só com a roupa do corpo e com você. Não precisaria de mais nada, seu sorriso poderia me aquecer. Seu olhar poderia ser meu abrigo secreto, onde eu me protegeria do frio.
É só disso que eu preciso.
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