Ela ri, ela chora e ela vive. Quase nunca notada; sempre notando. Melhor assim, o seu lugar ao sol está guardado.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Equilíbrio
Daqui dá pra ver bem as coisas. O que me chamou a atenção foi uma garotinha, de vestido e sapatilhas, equilibrando-se no meio fio como se fosse algo de extrema importância. Ela voltava ao início quando perdia o equilíbrio e pisava no asfalto. Ela não se importava em recomeçar; parecia não ter pressa.
Ela ficou na ponta dos pés pra alcançar uma flor, tendo tantas outras ao seu alcance. Porque aquela? A mais inacessível. Mas, pra ela, era a mais bonita.
Dá pra comparar essa garotinha comigo. Tentando equilibrar meus sentimentos no coração, mesmo sabendo que é quase impossível. Recomeçando cada vez que tenho um erro, querendo dar o melhor de mim. Querendo o impossível, batalhando por ele. Impossível tal como esse amor perturbador que eu carrego no peito e na mente por todo momento.
Inspirando lucidez e respirando frustração. Segurando o grito com medo de ser descoberta e segurando o choro por puro orgulho feminino.
A garotinha alcançou a flor e seus olhos ganharam um brilho diferente. Poderei eu alcançar você pra poder ter esse brilho também?
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