
Elas, as lágrimas, nada mais são do que gritos ocultos dos nossos sentimentos. Elas imploram por atenção desesperadamente, implorando pra que façamos com que suas dores digam adeus.
Quando te vi passar, e você me ignorou, essas lágrimas gritaram mais um vez, gritaram pelo seu amor, gritaram porque queriam passear pelo seu rosto uma vez mais. Seu sorriso, que ontem era meu escudo, hoje se tornou a arma que tenta me vencer.
Por quê? Te dei meu coração como alguém dá um presente à um amigo, e você o recusou. Prometeu voltar, e ficar comigo pra sempre, mas não fez isso. Sua boca, que antes era metade da minha, hoje é somente uma boca. A boca que eu vejo colada nos lábios de outra. Qualquer outra, menos eu.
Ainda sinto o calor da sua mão, me acariciando, e jurando que nunca ia me deixar. Essa mão, que segurou meu rosto como quem segura um bebê, e em seguida, desapareceu.
Tento te alcançar, correndo como posso, com passos largos e incertos. Gritando seu nome por entre soluços de um choro que eu tentei segurar.
Os nossos "eu te amo" se tornaram lembrança, ou até sonho. Erre o quanto errar, ridicularise tudo oque eu sinto por você.
Mas eu, a tola, vou estar sempre aqui, esperando você perceber que se não for com você, não será com mais ninguém.
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